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Empreendimentos mixed-use são tendência nos grandes centros urbanos

Reunir diferentes serviços em um único lugar minimiza problemas com o trânsito

April 13, 2021

Os empreendimentos de uso misto – ou “mixed-use”, em inglês – reúnem, em um só local, mais de um segmento do setor imobiliário. Portanto, são projetos que podem incluir apartamentos residenciais, lajes corporativas, consultórios, hospitais, supermercados, hotéis ou shopping centers em um espaço comum.

A principal finalidade é acoplar ativos imobiliários com sinergia e oferecer uma gama de serviços em um único ponto. “O consumidor não vai precisar circular por uma série de lugares para atender às suas necessidades”, diz Emmanuele Louza, acionista do Grupo Flamboyant.

Levando em conta os projetos que contêm torres residenciais, a estrutura fornecida é fonte de conforto para os residentes. “O comprador do imóvel se interessa pela conveniência de trabalhar ao lado de casa ou ter um shopping center a poucos passos de seu apartamento. Um negócio ajuda na maturação do outro”, afirma Bruno Greve, diretor da Hemisfério Sul Investimentos (HSI).

Em sintonia, o diretor de Inovação, Marketing e Novos Negócios da MRV/Luggo, Rodrigo Resende, lembra que, por reunirem diferentes atividades em um mesmo local, os empreendimentos de uso misto minimizam problemas relacionados à mobilidade urbana, como o trânsito. 

Tendência nas metrópoles

Mais habituados com este tipo de contratempo, os municípios de grande porte são naturalmente mais atrativos para os projetos de uso misto. Afinal, quem não gostaria de evitar perder horas do dia apenas com deslocamentos?

Outro benefício é promover mais segurança para o usuário, preocupação comum em cidades de grande densidade demográfica. “A violência é um problema frequente nesses locais”, menciona Louza.

Além disso, a executiva ressalta que é muito caro expandir uma metrópole, uma vez que se faz necessário aumentar toda a infraestrutura, incluindo aspectos como energia, água e esgoto. Neste caso, ter diversas soluções em um único empreendimento, especialmente se ele for vertical, passa a ser uma solução.

Acreditando igualmente nesta perspectiva, Greve cita que mais um problema dos grandes centros urbanos, em especial São Paulo, é a escassez e o aumento no preço de terrenos, fator que força os investidores e desenvolvedores imobiliários a aproveitá-los ao máximo. 

Neste quesito, a potencialização do aproveitamento do terreno é outra vantagem do mixed-use que coincide com as metrópoles. “Um mesmo local pode apresentar diferentes vocações e demandas. É importante identificá-las para melhorar a taxa de retorno do negócio”, avalia.

Por fim, Resende enaltece a capacidade das grandes cidades de criar tendências no mercado imobiliário. “Naturalmente, elas acabam sendo focos de investimento para vários projetos”, afirma.

Pandemia e pós-pandemia

Mesmo que presentes em um único espaço, os ativos imobiliários de um mixed-use funcionam de maneira isolada e foram impactados em diferentes escalas pela pandemia de Covid-19. Justamente por isso, Greve considera impossível mensurar o efeito para estes empreendimentos.

Na visão pós-pandemia, por sua vez, Resende considera que os projetos de uso misto se fortalecem: “O padrão de consumo está mudando e as pessoas querem ter tudo em um mesmo lugar. Locais que somam moradia, serviços, comércio, lazer e trabalho terão ainda mais relevância no mercado”.

Louza compartilha do mesmo otimismo: “Fará cada vez mais sentido desenvolver esse tipo de projeto. Vamos sair do conceito de shopping centers para city centers, integrando um ecossistema de produtos e serviços”.

Exemplos de mixed-use

Nesta linha, o Grupo Flamboyant está desenvolvendo, em parceria com o Hospital Sírio-Libânes, um complexo de bem-estar e saúde com mais de 130 mil m². O palco do projeto será Goiânia, no Centro-Oeste do país, região onde a empresa tem vasta experiência.

Lourival Louza Júnior, presidente do Grupo Flamboyant e Paulo Chapchap, diretor-geral do Hospital Sírio-Libanês (Foto: Nelson Pacheco)

“Trata-se de um empreendimento de uso misto, com um hospital acoplado a um shopping center. Ainda haverá uma torre, que provavelmente abrigará um hotel, no qual os clientes poderão se hospedar durante um tratamento médico, por exemplo”, revela a acionista Emmanuele Louza.

Já a HSI, além de desenvolver três torres corporativas no Parque da Cidade, em São Paulo, recentemente entregou o Bossa Nova Mall, projeto que conta com um shopping center e um hotel conectados ao Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

Bar do hotel do Bossa Nova Mall (Foto: Divulgação/Vogue)

“Gostamos de entrar cedo nos projetos, liderar todo o processo de desenvolvimento e escolher os melhores parceiros para cada um dos usos. Tem sido assim em todos os empreendimentos”, assegura o diretor Bruno Greve.

A Luggo, empresa do grupo MRV&CO focada na incorporação residencial para locação, fechou uma parceria com a rede Iguatemi em março deste ano. A empresa vai erguer e gerir um empreendimento residencial dentro do estacionamento do Galleria Shopping, em Campinas.

Projeto da torre residencial no Galleria Shopping (Foto: Divulgação/Absoluta)

“Com investimento na ordem de R$ 50 milhões e 8 mil m² de área privativa integrada ao shopping center, o projeto terá 18 andares e 226 unidades, de 31 m² a 46 m². Todos os apartamentos serão mobiliados, terão internet e uma série de serviços compartilhados, como carros e bicicletas”, informa Rodrigo Resende, diretor de Inovação, Marketing e Novos Negócios.

Por Daniel Caravetti

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