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O futuro dos investimentos no mercado imobiliário brasileiro

8 MIN READMay 13, 2020
Em mais um eMeeting promovido pelo GRI Club, executivos do mercado imobiliário brasileiro se reuniram para discutir as perspectivas e visões de futuro. Mais de três meses após o início do Coronavírus no Brasil, muitos players do mercado imobiliário estão sentindo os efeitos do avanço da pandemia no país e se reuniram para discutir as lições aprendidas até então e o que estão enxergando para os próximos meses. 

A reunião online levantou pontos importantes, dentre eles o futuro do setor no país. as Quais as expectativas para os próximos meses? Quais as estratégias adotadas pelas empresas neste momento? Quais os impactos nos preços dos ativos imobiliários? Que setores apresentam melhores oportunidades de investimento? Quando veremos a retomada do mercado e seu futuro no país?

Essas e diversas outras questões foram discutidas em um e-meeting do GRI Club, na manhã desta terça-feira (12/05), que reuniu mais de 100 nomes do setor para compartilhar percepções e experiências. Confira abaixo os principais pontos discutidos:

Resumo

No início da pandemia, havia-se uma expectativa de que o cenário estaria melhor para o mercado imobiliário até a metade de maio. No entanto, com o isolamento social enfraquecido nas maiores cidades, o contágio não vem sendo controlado e o país passará pelo pico do vírus nos próximos meses, representando uma dificuldade de traçar um cenário para o futuro já que muitas informações novas chegam toda semana.  Para os mais pessimistas, não há expectativa de reabertura dos empreendimentos no início de junho. Para os mais otimistas, a retomada do Brasil será em V, passada a fase mais difícil da pandemia e com a abertura gradual da economia em algumas regiões. Ainda não sabemos o real impacto que esse cenário trará para o futuro brasileiro.

Em relação ao mercado imobiliário e suas classes de ativos, nota-se que no curto e médio-prazo os setores que mais continuarão sendo afetados são o de hospitality e shopping e varejo, com o fechamento completo dos empreendimentos. No entanto, em outros países muitos hotéis retomaram suas atividades após alguns meses e estão apresentando boas taxas de ocupação neste período de recuperação. Além disso, alguns shoppings no Brasil estão retomando suas atividades e vendo, pouco a pouco, a retomada do público, cenário mais difícil de se ver nos grandes centros urbanos que contam com um número maior de casos. Para o setor de escritórios, esse cenário é uma incógnita, já que de um lado muitas empresas vêm adotando a política de home-office e se questionam se precisarão de espaços menores no futuro. Por outro lado, com as medidas de isolamento social, muitas empresas estão pensando se no futuro não precisarão de mais espaço para seus funcionários nos escritórios. Mesmo assim, muitas transações continuaram nos últimos meses, com compra e venda de ativos que já estavam em negociação.

Além dos setores mencionados acima, temos setores que estão sendo vistos com maior otimismo, entre eles o residencial. Em muitas regiões, a construção civil não parou e as obras continuam. Mesmo que algumas obras tenham ficado paradas e lançamentos postergados, a expectativa é que logo o cenário melhore para a população, junto com a retomada de confiança do consumidor. Sem dúvidas, o setor  industrial & logístico é o mais impactado positivamente nesse cenário todo, com o aumento da demanda do e-commerce, baixa oscilação na vacância e ainda número inexpressivo de renegociação de contratos de locação com os ocupantes. A sensação entre os executivos é que esse setor, que tinha potencial grande para crescer e se consolidar nos próximos anos, conseguiu crescimento vertiginoso em poucos meses.

Durante a reunião, fizemos três pesquisas entre os executivos presentes, para saber suas expectativas em relação ao início da pandemia e o momento presente,  como suas empresas estão o vivendo o contexto atual, além de quais classes de ativos de ativos apresentam melhores oportunidades de investimento nesse momento. Acompanhe com exclusividades os resultados abaixo: 

Pergunta: Em relação às suas expectativas no início da pandemia no Brasil, a cerca de dois meses, hoje você está:

Respostas:
Mais pessimista - 50,8%
Neutro. Ainda tentando entender os reais impactos do cenário - 39,3%
Mais otimista - 9,8%

Pergunta: Como a sua empresa está vivendo o contexto atual?

Respostas:
Apenas observando e aguardando para tomar decisões - 48,5%
Investimento, mesmo que com maior cautela - 47%
Desinvestindo e reduzindo o nível de negócio - 4,5%

Pergunta: Quais classes de ativos de ativos apresentam melhores oportunidades de investimento nesse momento? (Múltipla escolha)

Respostas:
Industrial & Logística - 65,3%
Residencial - 30,7%
Escritórios - 24%
Non-traditional (residencial estudantil, coliving, senior living, multi-family properties, etc) 18,7%
Healthcare - 14,7%
Hospitality - 14,7%
Shopping Center - 13,3%
Loteamentos - 4%
Outras 0%

*Pesquisas realizadas com mais de 100 executivos sênior do mercado imobiliário no dia 12/05/2020

O debate contou com participação de Adriano Mantesso (Ivanhoé Cambridge), Cintia Guimarães (Cadillac Fairview), Gastão Valente (GIC), Ken Wainer (VBI Real Estate), Leandro Bousquet (Vinci Partners), Max Lima (HSI), Roberto Perroni (Brookfield Property Group Brazil), Walter Cardoso (CBRE), entre outros.

A agenda do GRI Club Real Estate no Brasil 

A agenda de eMeetings do GRI Club Real Estate no Brasil para 2020 já está disponível. Conheça o que vem pela frente e programe-se.
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