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Compra de imóvel dificilmente será 100% online em 10 anos

2 MIN READJune 14, 2019

A busca por imóveis tem hoje um forte e decisivo componente online, mas a etapa final, de fechamento dos negócios, ainda requer visitas presenciais em praticamente a totalidade dos casos. Chegará a hora em que transações de compra vão se dar 100% em ambiente digital? É pouco provável, sobretudo no futuro próximo, dizem players que participaram do painel 'Marketplace – Como a tecnologia está reconstruindo a relação de compra, venda e aluguel' do Smartus  Proptech Summit. O evento foi organizado pela Smartus, empresa do GRI Group, em 16 de maio em São Paulo.

"Vai haver clientes para todos os tipos. No ramo de viagens, por exemplo, muita gente faz tudo sozinho, enquanto outros procuram uma agência por não conseguir por si ou para ter algo diferenciado e exclusivo. A compra de um imóvel é complexa. Acho difícil que seja realizada 100% online", argumenta Marcelo Dadian, diretor de Imóveis da OLX.


Marcelo Dadian, diretor de Imóveis da OLX | Foto: GRI Group/ Flavio Guarnieri
 

"Acho difícil chegar perto de 100% online nos próximos dez anos. Acredito que fique em torno de 60% ou 70%", concorda Gustavo Vaz, CEO e cofundador da EmCasa, plataforma imobiliária digital. A justificativa, para ele, se assenta em boa parte na baixa recorrência desse tipo de transação. "Em média, o brasileiro adquire 1,5 imóvel na vida. Além disso, há alta complexidade e apelo emocional", alega.


Gustavo Vaz, CEO da EmCasa | Foto: GRI Group /Flavio Guarnieri

 

Modelos de marketplace


Hoje, existem três grandes modelos de marketplace imobiliário, centrados essencialmente no segmento residencial:

  • Free-fixed online agencies, ou seja, agências digitais que cobram taxas fixas de serviço, independentemente da concretização da venda do imóvel;

  • IBuyers, que compram imóveis de vendedores que se encaixam em seu escopo com certo desconto de preço, prevendo venda rápida por valor acima do de aquisição. Opendoor e Offerpad são exemplos encontrados no exterior e Loft no Brasil, além do Grupo Zap, que anunciou recentemente estar aderindo a essa estratégia;

  • E tech brokerages, que usam análise de dados para criar processos mais eficientes e assertivos a quem busca imóveis, independentemente de eles virem de incorporadoras, mercado secundário ou outro marketplace. Nesse modelo, corretores podem ter sua produtividade aumentada e entregar uma melhor experiência ao usuário. A Compass é referência lá fora e essa foi a estratégia adotada pela EmCasa no País.


"Só no Brasil, falamos de R$ 0,5 trilhão em transações imobiliárias [dados de 2017], em um mercado extremamente fragmentado. O segmento residencial corresponde a mais de R$ 200 bilhões, um enorme mercado que precisa de mudanças, e muita coisa boa está sendo feita", afirma Vaz. Ele realça a participação ativa de startups nesse processo de avanço e exemplos positivos como o da QuintoAndar.

 

GRI Residencial Brasil 2019

No próximo dia 18 de junho, incorporadores, investidores e outros diversos grandes players imobiliários se reúnem em São Paulo no GRI Residencial Brasil 2019. Na pauta, novas tecnologias, tendências, desafios e o futuro do segmento. Conheça os detalhes da programação
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