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Edifício Carlos Bratke/Crédito: Divulgação
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Sustentabilidade aplicada nas construções Green Building

Confira artigo de André Abucham, diretor-superintendente da Engeform e membro do GRI Club Infra.

3 MIN READMay 15, 2019

André Abucham*

A sustentabilidade está em evidência em inúmeros segmentos e é o tema do meu artigo, com o viés para construções sustentáveis. Para se ter uma ideia, de acordo com o Conselho Internacional da Construção (CIB), a construção civil é o "setor de atividades humanas que mais consome recursos naturais e utiliza energia de forma intensiva, gerando consideráveis impactos ambientais." Portanto, é evidente que essa pauta precisa estar entre as nossas discussões prioritárias.

Apesar de ainda não observarmos uma cultura sustentável intrínseca na construção civil, algumas iniciativas já podem ser observadas, como o aumento dos chamados 'edifícios verdes' ou green buildings. Eles consideram, desde a concepção, formas de amenizar os impactos na natureza, reduzir resíduos, proporcionar bem estar aos ocupantes, gerar economia etc.

Atualmente, o Brasil ocupa a 4ª posição no ranking mundial de edificações com o selo Leed – Leadership in Energy and Environmental Design (Leed®) Green Building Rating System™, que avalia o desempenho ambiental do edifício como um todo. Nosso país está atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia.

Entre as primeiras certificações Green Building Council na categoria de construção concedidas a empreendimentos nacionais, três delas foram conquistadas pela Engeform.

Um dos edifícios contemplados é o Carlos Bratke, que possui o selo Platinum. Ele se destaca nos arredores da av. eng. Luís Carlos Berrini, em São Paulo, com grandes fachadas curvas em balanço com módulos marcados por vidros coloridos que garantem o máximo aproveitamento da luz natural.

Para se ter uma ideia, na fase de obras desse prédio, utilizamos materiais com conteúdo reciclado e de origem regional e produtos de madeira com certificação FSC (Forest Stewardship Council), além de adesivos, selantes, tintas e revestimentos com baixo valor de Compostos Orgânicos Voláteis (COV). Do total de resíduos gerados durante a construção, 93% foram destinados à reciclagem e ao reaproveitamento. O edifício conta ainda com o plantio de espécies nativas adaptadas ao clima local e que, portanto, consomem menos água; irrigação do paisagismo com sistema automatizado; dispositivos para a economia de água em torneiras, bacias sanitárias e chuveiros; alimentação do espelho d'água, sistema de irrigação e sanitários com água não potável proveniente do tratamento das águas pluviais, águas cinzas e drenos de ar condicionado; entre outras iniciativas.

Na mesma região, o edifício Jatobá também é uma mescla de sustentabilidade, volumes em harmonia, luz natural e visão externa em todos os ambientes, privilegiando forma e função em um espaço único. Certificado com o selo Gold, ele conta com andares de 1.520 m² de vão livre, idealizados com o máximo aproveitamento de espaço e amplas aberturas transparentes que permitem entrada de luz solar em profusão. Sua infraestrutura conta também com sistemas de ar-condicionado setorizados tipo VRV (volume de refrigeração variável), além de captação e utilização de água pluvial para irrigação e lavagem das áreas comuns do edifício.

Finalmente, o SulAmérica, certificado com o selo Gold, é um edifício contemporâneo, com planta circular e linhas sofisticadas. Internamente, foi desenvolvido com um conceito de estímulo à integração e cooperação, com um layout que valoriza ambientes abertos, sem divisões por salas e com intenso uso de vidros, aproveitando a iluminação natural e reforçando a percepção de leveza e transparência.

A construção desse empreendimento também contou com materiais e tecnologias com impacto ambiental baixo, contratação de fornecedores locais para a redução de gases poluentes, instalação de sistemas de economia de água, incluindo uma estação de tratamento própria para o reaproveitamento da água das chuvas e lavatórios, instalação de elevadores inteligentes, etc.

A responsável pela construção desses edifícios foi a Engeform Engenharia, em parceria com outra empresa. Atualmente, eles são administrados pela Engeform Desenvolvimento Imobiliário.

Esse é um tema fundamental, que precisa estar na agenda de todos nós. Apenas pensando em soluções sustentáveis, conseguiremos garantir a continuidade saudável da construção civil e de todos os demais segmentos de mercado.


André Abucham é diretor-superintendente da Engeform e membro do GRI Club.

 

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Este artigo é de responsabilidade do autor e não representa necessariamente a opinião do GRI Hub.

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