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Projetos imobiliários sustentáveis ganham espaço no mercado

Condomínios residenciais de médio padrão passam a incorporar práticas sustentáveis. Brasil é o 4º em ranking mundial.

3 MIN READApril 18, 2019

Movimentos de incorporadoras em países da América Latina, como o Brasil e o México, trazem à tona a latente demanda por projetos imobiliários sustentáveis, que podem gerar um aumento real dos rendimentos. Companhias como a brasileira Trisul e a mexicana Atlas Desarrollos já atuam nesse mercado.

“Para nós, 2018 foi um ano excelente. Tivemos um crescimento de 32% em relação a 2017, em termos de entradas. Acreditamos que isso é resultado de [ofertar] um produto diferenciado, como o condomínio de Monterrey, o primeiro médio padrão do México com painéis solares”, explicou ao GRI Hub Arturo Correon Alonzo, diretor-geral da Atlas Desarrollos.

O empreendimento citado, Residencial Murano, foi lançado no segundo semestre do último ano e, segundo a desenvolvedora, é o primeiro 100% sustentável do país, incluindo sistema de energia solar em todo um complexo residencial, com 450 casas de médio padrão, na cidade de Monterrey. Uma das estratégias para a minimização dos custos de instalação da tecnologia foi uma parceria com a Enlight, empresa especializada em energia solar.

“O que fizemos foi negociar a compra [dos painéis] em volume, colocá-los nas residências e transmitir parte dos custos aos compradores. Em média, a hipoteca [meio de financiamento bastante comum no país] teve um aumento de cerca de US$ 50,00 mensais, o que foi muito bem aceito pelos adquirentes”, contou ainda o executivo.
 

Valorização do imóvel


Para continuar crescendo aceleradamente, Correon Alonzo declarou que a Atlas Desarrollos identificou nos projetos sustentáveis um mercado potencial, voltado a consumidores que buscam um imóvel diferenciado.

“Para 2019, estimamos um crescimento entre 14% e 18%. Acreditamos que iniciativas como essa, que tragam um benefício ao meio ambiente, serão copiadas. A verdade é que quem compra uma residência reconhece [tal diferencial] e está disposto a pagar um preço por isso”, complementou.

A previsão da Atlas Desarrollos supera em dobro o crescimento do segmento residencial previsto no México, entre 7% e 8%, de acordo com dados da Banca Automotriz e Hipotecaria (departamento destinado ao crédito hipotecário e do setor de automóveis) do BBVA Bancomer.
 

Tendência e economia


No Brasil, cases similares estão em desenvolvimento. De acordo com o  Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), uma das mais relevantes certificações para projetos imobiliários verdes, de responsabilidade da United States Green Building Council (USGBC) e que atua desde 1993 pelo fomento de edifícios sustentáveis, o País ocupa o 4º lugar no ranking global de construções sustentáveis, conforme divulgado em 2018.

Uma das companhias que desenvolvem projetos sustentáveis é a Trisul. Segundo anunciado pela própria empresa em seu website, as estratégias sustentáveis adotadas são garantidas por pelo menos dois certificados nacionais e internacionais dispostos pela construtora – Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQPH), o International Organization For Standardization (ISO) e o Aqua-HQE (Haute Qualité Environnementale). O caminho para esse resultado pode envolver desde padrões de economia em obra até a etapa de vendas e valorização desses imóveis no mercado. Ainda de acordo com o posicionamento oficial da marca, assim como no caso da Atlas Desarrollo, no México, os projetos da Trisul, do tipo médio e alto padrão, são desenvolvidos por meio de estruturas e tecnologias que viabilizam a economia e eficiência energética, gerando casas muito mais econômicas do que construções tradicionais.

Localizado no bairro paulistano Pompéia, o Place Madalena – um dos empreendimentos residenciais recentes da incorporadora – traz o sistema de reaproveitamento de água de lavatórios e chuveiros, chamada água cinza, de 50% dos 124 apartamentos. A água, nesse caso, passa por um sistema de captação separado e segue para tratamento, realizado no subsolo do próprio condomínio. Após passar por duas etapas de filtragem, é reutilizada nas bacias sanitárias e em atividades de manutenção, como a irrigação de jardim, por exemplo.

O mesmo ocorre com o residencial Latitude Vila Mascote, na zona sul de São Paulo, porém, o reuso é feito no canteiro de obras, reduzindo custos de construção. “Cem por cento da água de chuveiro que utilizamos é reaproveitada no canteiro e isso representa uma economia de cerca de 30% do consumo total da obra. Estudamos várias alternativas para economizar. Em outros canteiros da companhia, na Casa Verde, zona Norte, reutilizamos a água excedente dos bebedouros”, explica Robson Artelite dos Santos, gerente de Obras da Trisul, em nota oficial. Outras iniciativas recentes da empresa tem sido também a inclusão de pontos de recarga para carros elétricos e a instalação de energia solar fotovoltaica em condomínios lançados recentemente.
 

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Discussões sobre os mais diversos segmentos imobiliários e as perspectivas para novos investimentos na América Latina são temas das conferências realizadas pelo clube nos países da região.

Nos dias 18 e 19 de junho, acontece o Mexico GRI 2019, reunindo os mais importantes líderes dessa indústria. Também no dia 18 de junho, em território brasileiro, ocorre o GRI Residencial Brasil 2019. Confira a programação latino-americana.

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