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Sobe otimismo com indústria imobiliária global

6 MIN READFebruary 13, 2020

Neste início de 2020, os líderes imobiliários globais se mostram bem mais confiantes em um bom desempenho dessa indústria do que há um ano. Pesquisa realizada pelo GRI Club durante o Chairmen's Retreat junto a mais de 100 dos nomes do setor, provenientes de várias partes do mundo, mostra que 54% estão otimistas com os próximos 12 meses e 8%, altamente otimistas.

"O resultado representa uma alta significativa em relação a 2019, quando o grupo de humor positivo somava 40%, mas fica um pouco abaixo do de 2018, ano em que totalizou 65%. O auge da série histórica dessa sondagem, iniciada em 2012, aconteceu em 2015, quando os otimistas representavam 72% da amostra", nota
Gustavo Favaron, CEO do GRI Group, que participou do evento. "A melhora em 2020 vem essencialmente da redução da fatia dos pessimistas e muito pessimistas, de 24% para 4%. A parcela dos que declararam neutros se manteve praticamente igual", completa.

O Chairmen's Retreat é um encontro que o GRI Club realiza anualmente em St. Moritz, na Suíça, com os maiores empresários, executivos e investidores globais do setor imobiliário, principalmente europeus. O evento ocorre há 18 anos. Em 2020, se deu entre os dias 16 e 19 de janeiro. Estiveram presentes mais de 150 líderes imobiliários, incluindo uma parcela representativa de América Latina, América do Norte e Ásia. 

Riscos ao mercado imobiliário

Apesar do predominante bom humor, os empresários imobiliários percebem riscos que podem comprometer o desempenho do mercado e de seus negócios. Os principais são relativos a impactos de governos (36%), populismo (22%), preços muito elevados de ativos (21%), desigualdade (7%) e alta alavancagem das companhias (7%).

A turbulenta saída Reino Unido da União Europeia, mais conhecida pelo acrônimo Brexit, não é mais considerada uma grande ameaça ao setor. Em 2019%, 29% a mencionavam com preocupação, ao lado de outros elementos, como o populismo nos Estados Unidos. Agora, 0% o fazem. O risco de desintegração da Europa é apontado como um perigo por apenas 1%.

O temor com a desaceleração da China e uma eventual explosão de inadimplência também caiu, de 12% em 2019 para 1%.

Entre os receios, em menor medida, foi lembrado ainda o contexto internacional de juros baixos. Para 3%, esse é um um risco relevante. "O patamar dos juros foi objeto de importante discussão no Chairmen's Retreat, por seus efeitos sobre o ambiente para investimentos e a rentabilidade, assim como por conta da facilitação de crédito e impulso à demanda imobiliária, lembrando que debate semelhante igualmente ocorre aqui no Brasil, devido ao cenário atual, da menor Selic da história", afirma Favaron. 

Regiões preferidas para investimentos em real estate

Atualmente, as partes do globo consideradas mais atrativas para investimentos imobiliários são Estados Unidos e Canadá, com 25% da preferência, o que representa uma alta de 10 pontos percentuais em relação a 2019. Na sequência, vêm empatados com 22% Europa Ocidental (queda de 11 pontos percentuais versus 2019) e Reino Unido (22%).

A América Latina aparece com 7%, o mesmo resultado do ano passado, ao lado da Europa Central e Oriental e da África – esta, no entanto, registrou elevação de 4 pontos percentuais. Ainda no campo das economias emergentes, têm-se Índia (5% versus 2% em 2019) e Ásia-Pacífico, exceto China (5%, uma queda de 3 pontos percentuais diante de 2019) – a China, individualmente, registrou 0% em ambos os anos.


Saiba mais detalhes da pesquisa num infográfico exclusivo preparado pelo GRI Hub.

   
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