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Melhora perspectiva para condomínio logístico de alto padrão

4 MIN READMarch 13, 2019

O mercado nacional de locação de condomínios logísticos de alto padrão – empreendimentos classes A e AAA (os chamados triple A) – apresentou recuperação em 2018, registrando o dobro da absorção líquida em relação a 2017, e a perspectiva continua positiva para 2019, com a expectativa de uma queda de 12% na taxa de vacância, passando dos 22% registrados no último ano para 19,3%, aponta uma pesquisa realizada pela consultoria JLL. 

De acordo com o levantamento, foram mais de 2 milhões de metros quadrados negociados no ano passado. Do total, 1,2 milhão de m² corresponde à absorção líquida – indicador que mede a variação da ocupação. Já a taxa de vacância (22%) cedeu três pontos percentuais ante o registrado ao final de 2017 e foi a menor do último triênio. 

"Esses dados comprovam uma recuperação do mercado, principalmente após o segundo semestre de 2017. Desde então, essa indústria tem apresentado sinais de crescimento. Tivemos absorções líquidas positivas consecutivas – dado que, aliado à redução da entrega de novos estoques, resultou na redução da taxa de vacância",  explica Ricardo Hirata, gerente de Transações e responsável pelo setor industrial da JLL.

Ainda segundo o executivo, a redução de preços e valores das transações, consequência da crise que atingiu o setor imobiliário sobretudo nos anos de 2015 e 2016, contribuíram para essa nova fase. "Com o aumento da taxa de vacância, os proprietários passaram a flexibilizar suas condições", lembra ele.

Destaque para mercados secundários 

Embora São Paulo continue sendo o principal polo do País para o segmento de industrial & logística, outras regiões despontaram na concorrência pela segunda colocação.  "Do total de 2 milhões de m² registrados de absorção bruta [que compreende a ocupação total, sem considerar devoluções] em 2018, metade foi em São Paulo. Contudo, ao analisarmos o segundo mercado, a absorção no Paraná foi superior à do Rio de Janeiro – 249 mil m²  e 239 mil m²  respectivamente", continua Hirata.

Além do estado sulista, a pesquisa destaca crescimento em Minas Gerais, especificamente em Extrema, e no Nordeste, principalmente no Ceará e em Pernambuco, que juntos tiveram 131 mil m² de absorção total. "Extrema apresenta atrativos por estar bem próxima ao estado de São Paulo e oferecer incentivos fiscais. Já no Nordeste, entre os destaques, temos Jaboatão dos Guararapes e [a região de] Suape, que têm atraído novas instalações de redes varejistas para atender a demanda local e outros operadores, pela proximidade com o complexo portuário", esclarece. 

Para Hirata, a crescente demanda por empreendimentos em regiões fora do tradicional eixo Rio-São Paulo decorre em boa parte da perspectiva de melhora econômica, que fez com que "empresas que estavam buscando ou que já tinham um plano de expansão resolvessem fazer novas locações".

Para players desse segmento imobiliário, Ricardo Hirata vê potencial de ampliação e desenvolvimento de novos projetos, tanto via operações built-to-suit (BTS) como especulativas. "Existe uma demanda perto das grandes capitais do Brasil e temos dificuldade para encontrar armazéns adequados para os clientes", exemplifica. 

As mudanças no perfil do cliente, já abordadas em matéria da GRI Magazine Real Estate, se refletem cada vez mais no avanço de empreendimentos classe A. "Em 2012, tínhamos registrado 10,29 milhões de m² de estoque total [no País]; hoje, projetamos cerca de 19,7 milhões m². Ou seja, o estoque de condomínios logísticos de alto padrão teve um aumento expressivo", analisa o executivo da JLL. 

"Para 2019, estimamos que a taxa de vacância feche abaixo de 20%. O mercado deve continuar positivo e a cada dia novas empresas devem procurar espaços mais eficientes, o que se traduz em novas oportunidades para o segmento [de empreendimentos logísticos]", conclui ele. 


GRI Industrial & Logística Brasil 2019



A 5ª edição do GRI Industrial & Logística Brasil já tem data marcada. O evento reúne nos dias 20 e 21 de maio, em São Paulo, os principais tomadores de decisão do setor, incluindo investidores, proprietários, operadores de galpões logísticos, locatários e desenvolvedores.

Nas últimas edições, estiveram presentes nomes como Stelleo Tolda (Mercado Livre), Paulo Silva (Walmart.com), Roberto Perroni (Brookfield), Mauro Dias (GLP), Plinio Pereira (DHL), Steven Mathieson (Hines), Renato Fusaro (Johnson & Johnson), Stephen Tanembaum (GTIS) e Gastão Valente (GIC), entre outros. Informações detalhadas sobre o encontro e como participar já estão disponíveis no site

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