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Hotelaria retoma ocupação e sobe o valor das diárias

Grandes empresas do setor apresentam planos robustos de crescimento no Brasil

September 28, 2022

A cada trimestre, os resultados operacionais das companhias hoteleiras confirmam que o setor está em forte compasso de retomada, após o inevitável declínio durante o período mais severo da pandemia de covid-19.

A Hilton Hotels & Resorts, presente em mais de 80 países com cerca de 2,5 mil hotéis, cresceu o portfólio no Brasil nos últimos três anos, incorporando ativos independentes e abrindo novas operações próprias, conforme revela Leonardo Lido, diretor de Desenvolvimento da companhia no país, em entrevista ao GRI Club.

“Pandemia à parte, tivemos um bom cenário de crescimento nos últimos anos, o que demonstra a confiança dos proprietários e operadores em nossas marcas. Muitos se integraram à nossa rede pelas questões dos protocolos sanitários, capacitação da equipe e várias outras ações tomadas neste período”, afirma.

Na lista das novidades, o executivo destaca Canopy by Hilton Jardins, inaugurado no final de 2020, Almenat Tapestry Collection by Hilton, em Embu das Artes, incorporado em 2021, e Hilton Porto Alegre, no primeiro semestre de 2022.

“Temos outras aberturas previstas até o final do ano. Nosso plano de expansão é consistente: são mais doze projetos em desenvolvimento no Brasil, com as inaugurações previstas em até três anos”, revela Lido. 

Com a quantidade prevista, a empresa praticamente vai dobrar de tamanho no país. Hoje, a rede conta com catorze hotéis que levam as marcas Hilton, Canopy by Hilton, Curio Collection by Hilton, DoubleTree by Hilton, Hampton by Hilton, Hilton Garden Inn, Tapestry Collection by Hilton e Tru by Hilton.

No segundo trimestre, a companhia reportou taxa média de ocupação de 66,4% nas Américas (exceto Estados Unidos), mais que o dobro em relação ao mesmo período em 2021 (30,1%). A taxa média diária disparou para US$ 135.85 versus US$ 31.4 no ano passado - não há um recorte específico do Brasil.

Recém-inaugurado, o Rosewood São Paulo - situado na Cidade Matarazzo - opera com uma taxa de ocupação próxima dos 70%, segundo o CEO, Ilan Elkaim, com exclusividade para o GRI Club. “A diária média está na casa dos R$ 3.200. Estamos bastante satisfeitos, pois somos líderes neste quesito em São Paulo”, destaca o executivo. 

De acordo com Elkaim, há um movimento bastante forte de paulistanos se hospedando no empreendimento em busca da experiência de luxo. “Nestes nove meses iniciais de funcionamento, cerca de 40% dos hóspedes são de São Paulo. É bem surpreendente”. 

A retomada da hotelaria será tema de um dos painéis do Brazil GRI 2022. Garanta agora sua participação! 

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Inaugurada em dezembro de 2021, a Cidade Matarazzo tem prédio de escritórios, centro de convenções e restaurantes já em funcionamento, além de ativos residenciais e de varejo em obras. O hotel Rosewood São Paulo tem 150 quartos, dos quais metade em operação e a outra metade com previsão de entrega até novembro. 

“Não enxergamos um movimento tão grande na demanda corporativa como havia antes da pandemia, os eventos são mais raros. Já os casamentos devem começar a crescer a partir do ano que vem, pois geralmente o booking ocorre uns doze meses antes. Mas, de modo geral, os indicadores de ocupação e diária média já estão bem altos”, avalia Ilan Elkaim.

O segmento de multipropriedade também celebra a retomada das viagens. Na VCI SA, responsável por trazer a marca Hard Rock Hotel para o Brasil, as vendas estão próximas dos R$ 70 milhões por mês, segundo o presidente da companhia, Samuel Sicchierolli, em entrevista ao GRI Club

Já são oito empreendimentos previstos para o país nos próximos anos, dos quais dois em fase avançada de obras: Ilha do Sol, no Paraná, e Praia de Lagoinha, no Ceará. Antes da pandemia, as vendas estavam na casa dos R$ 40 milhões/mês, e após a chegada da covid-19 caíram cerca de 40%. 


Hard Rock Hotel Ilha do Sol deve ser o primeiro projeto de multipropriedade entregue pela VCI SA. Foto: Divulgação/VCI SA

“Nossos canais online representaram vendas expressivas nos últimos anos. A credibilidade da marca e o compliance nos ajudaram a registrar vendas maiores até do que grandes marketplaces do mercado imobiliário nacional”, aponta Sicchierolli. Os projetos em construção venderam 100% na primeira fase de comercialização e cerca de 60% na segunda, completa.  

O executivo também aponta que algumas empresas do segmento deram default em operações financeiras no período, consolidando a posição da VCI SA

Voltado para consumidores de alta renda, os empreendimentos registram uma taxa média de cancelamentos de apenas 15%, muito abaixo da média deste mercado, que hoje é superior a 40%, segundo o presidente da VCI.

“No período da pandemia, nós recompramos a carteira de clientes inadimplentes em mais de três parcelas, em uma operação de aproximadamente R$ 18 milhões”, diz.  

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Retrofit e conversões de uso: boas soluções para o setor

Segundo Leonardo Lido, da Hilton Hotels & Resorts, a conversão de uso e o retrofit de prédios têm sido chave no crescimento da companhia no país. “Esse movimento é estratégico para nós. Tanto que, no recorte dos últimos três anos, há um equilíbrio entre o número de hotéis que entraram na rede por meio de conversão e aqueles que são greenfield”. 

A Rosewood Hotels & Resorts está focada em concluir sua chegada ao Brasil na Cidade Matarazzo, segundo Ilan Elkaim, mas o executivo revela que há interesse de players do mercado para a realização de parcerias com a marca, principalmente em projetos de retrofit: “Há muito potencial para isso”.

Com previsão de entregar os dois projetos mais avançados até o final de 2023, a VCI SA já procura novas oportunidades além dos outros seis projetos no pipeline. Sicchierolli aponta o Nordeste como o principal destino, ocupando metade do portfólio. “Sul e Sudeste também estão no radar. Estamos olhando alguma coisa no Rio de Janeiro”, encerra. 

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Por Henrique Cisman
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