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Real Estate

Escalada da inflação derruba lançamentos no 1º trimestre

Houve recuo de 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior

6 MIN READ May 25, 2022

Pesquisa realizada pela Brain Inteligência Estratégica a pedido da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostra que a quantidade de apartamentos lançados em 196 cidades brasileiras foi 2,6% menor no primeiro trimestre do ano, na comparação com o mesmo período em 2021. 

Já em relação ao último trimestre do ano passado, o recuo foi de 42,5%, mas é importante ressaltar que, historicamente, o primeiro trimestre é o mais fraco e o último, o mais forte, em termos de lançamentos e vendas. Os números foram apresentados na segunda-feira (23), em coletiva de imprensa realizada pela CBIC. 

Segundo o presidente da associação, José Carlos Martins, o resultado é consequência do aumento no preço dos insumos da construção civil e da conjuntura econômica, desestimulando novos investimentos, principalmente no mercado de habitação econômica. 

O programa Casa Verde e Amarela (CVA) foi ainda mais impactado, conforme mostram os indicadores do primeiro trimestre: houve queda de 25,6% nos lançamentos frente aos primeiros três meses do ano passado; já as vendas caíram 3% na mesma comparação. 

VEJA A APRESENTAÇÃO COMPLETA 

Tendência é que haja estabilidade em 2022

Segundo o economista Celso Petrucci, vice-presidente da Comissão da Indústria Imobiliária da CBIC, espera-se um cenário de estabilidade no mercado imobiliário em 2022, com leve variação para cima ou para baixo frente aos números do ano passado, mas é preciso promover ajustes no CVA. 

“O resultado do ano depende da agilidade do governo em adequar o CVA [ao panorama econômico]. Se o CVA não se recuperar, aí devemos ver uma queda, porque o programa tem um peso importante, e representa algo entre 70% e 80% do mercado residencial brasileiro, em número de unidades”, afirmou Petrucci. 

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Por outro lado, o desempenho dos projetos que usam recursos do SBPE (poupança) está melhor que o esperado, conforme destacou Fábio Araújo, sócio da Brain: “A Abecip previu queda de 5% no financiamento de imóveis via SBPE, mas o mercado está se mostrando mais resiliente ao aumento da taxa de juros, e foi uma surpresa positiva no primeiro trimestre”. 

Ainda segundo Araújo, após três anos de alta no volume contratado, é normal que haja um pequeno recuo ou a estagnação dos números. “Mesmo que este ano houvesse um recuo de 18% - o que não vai acontecer -, ainda seria o segundo melhor ano da história”, destacou o executivo. 

Medidas para fomentar o CVA

Para o presidente da CBIC, a redução na alíquota do imposto sobre a importação do aço, anunciada há duas semanas pelo governo federal, deve ajudar a reduzir o ímpeto da subida de preço deste insumo ao longo do ano. “Se quisermos que o mercado imobiliário cresça com mais força, precisamos desobstruir o canal de comércio exterior da construção civil. O aço é um primeiro passo”. 

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Em relação à capacidade de compra, Martins alertou que não há orçamento para aumentar os subsídios, e que neste cenário ganha ainda mais importância a utilização do Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab), que terá um novo regulamento de operação anunciado “nos próximos dias”, com critérios para reduzir o risco do agente financeiro. 

“Quando o trabalho é informal, é difícil medir a renda efetiva do mutuário, e o agente financiador, portanto, reduz a disponibilidade de crédito. O Fundo Garantidor permite que seja liberada uma quantia maior, tendo dois efeitos positivos: diminui a dependência de subsídios e aumenta a capacidade de compra”, explicou Martins. 

Preço vs. INCC

A partir de dezembro de 2020, as curvas de preço do imóvel e do INCC se cruzaram, com o Índice Nacional do Custo da Construção superando os níveis de preço, de acordo com a medição criada pela CBIC, cujo ponto de partida foram 100 pontos para ambos os indicadores. 

“O INCC puxou tanto que não houve fôlego para manter no mesmo ritmo [a subida de preços dos imóveis]. E o INCC está abaixo da elevação dos materiais, que subiram acima de 50%, na média”, esclareceu o presidente da CBIC. 

Para os próximos meses, não se espera um alívio no custo da construção, mas a tendência é que o aumento nos preços dos insumos seja menor. “A valorização cambial ajuda, e os preços das commodities estão caindo mundialmente”. 

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As eleições presidenciais também foram tema da coletiva de imprensa: segundo os especialistas, o impacto sobre o desempenho do setor - principalmente no programa Casa Verde e Amarela - é baixíssimo. “A faixa 1 nem existe mais, então o impacto do orçamento da União é zero. É muito mais importante qual será a gestão do Conselho Curador do FGTS”, disse Petrucci. 

José Carlos Martins ainda criticou um possível oportunismo dos fornecedores da construção: “Não adianta subir o preço dos materiais se o mercado imobiliário se enfraquecer. Quando a maré sobe, todo mundo surfa nela, e é melhor para todo mundo. Por ora, o preço não vai cair, mas esperamos que não haja mais avanços expressivos”, encerrou. 

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Por Henrique Cisman
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