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Cadillac Fairview vê "respiro" no Brasil em 2019

Companhia adquiriu terreno recentemente e estuda outros investimentos, conta Cintia Guimarães, managing director.
3 MIN READApril 10, 2019

Passado um quadriênio difícil, 2019 soa como um "respiro". O cenário no Brasil se tornou melhor, ainda que ainda não ideal, mas o suficiente para estimular maior apetite a investimentos. "Fechamos a aquisição de um terreno e há várias outras coisas no pipeline que estamos olhando para este ano", diz Cintia Guimarães, managing director da Cadillac Fairview Brasil.

Ela conversou com o GRI Hub no GRI Escritórios Brasil 2019 e participa de diversas atividades do GRI Club Real Estate Brazil ao longo do ano. Acompanhe a entrevista:



Como vê o Brasil e o mercado imobiliário nacional em 2019?
Passamos quatro anos muito difíceis. Somos investidores de longo prazo porque a Cadillac Fairview é 100% detida pelo Ontario Teachers' [Pension Plan], que é um fundo de pensão. Não olhamos no curto prazo. Não temos período [determinado] em que tenhamos que fazer a saída dos investimentos: se forem bons e estiverem gerando caixa, em tese podemos ficar com eles por muito tempo. Mas acho que, com a crise, o cenário político-econômico e tudo o que saía na imprensa, o investidor estrangeiro ficou muito assustado. Foram quatro anos bastante difíceis, o que não quer dizer que tenhamos deixado de investir. Fizemos várias coisas nesses quatro anos, não no ritmo que gostaríamos; porém, algumas oportunidades muito boas apareceram e continuamos investindo. Agora para 2019, o que estamos vendo é que há um cenário melhor. Ainda não é o ideal. A reforma da Previdência é um marco que vai ser importante, principalmente para o investidor estrangeiro. Se isso acontecer, o apetite vai ser maior, a visão em relação ao Brasil vai ser diferente. Agora, isso dito, estamos olhando 2019 com um respiro, de uma forma um pouco mais leve do que durante esses anos [passados]. Então, fechamos a aquisição de um terreno [para desenvolvimento logístico em Mauá (SP) em março] e há várias outras coisas no pipeline que estamos olhando para este ano. A ideia é, se a economia melhorar e conseguirmos encontrar oportunidades que façam sentido do ponto de vista de retorno, continuar crescendo – talvez num ritmo um pouco mais acelerado do que o que vínhamos imprimindo.

Como está desenhada a estratégia de investimento da Cadillac Fairview no Brasil hoje?
Atualmente, no Brasil, temos duas plataformas de investimento: uma em varejo, na Multiplan, um investimento grande, em bloco de controle, acordo de acionistas; e a outra é de investimentos logísticos, com a Autonomy Investimentos, e nossa ideia é fazê-la crescer nos próximos anos.

A ideia é manter as parcerias ou também estabelecer novas?
Estamos conversando com várias pessoas, mas o que temos como certo agora é manter as parcerias e fazê-las crescer. É esse o principal objetivo.

Que localidades brasileiras despertam apetite para aportes?
Na nossa plataforma logística, temos dois ativos no Rio de Janeiro. O mercado do Rio sofreu e está sofrendo muito. Neste momento, não temos apetite para investir lá. Já São Paulo é um mercado muito maior e mais profundo. Temos, sim, muito interesse em investir em São Paulo. Além disso, estamos olhando também para outras capitais. É um pouco mais difícil porque são mercados menos profundos, mas há algumas oportunidades muito boas em determinados lugares. Não temos nada resolvido, nada fechado, porém existem algumas coisas que podem acontecer neste ano nesses outros mercados.

Planejam desenvolvimentos?
Temos outros dois terrenos, que estão no nosso land bank já há algum tempo, nos quais resolvemos começar o desenvolvimento de ativos de logística. Acho que isso reflete a mudança de cenário e de expectativa em relação ao Brasil.

O banco de terrenos da Cadillac Fairview deve continuar crescendo em 2019?Acabamos de comprar um terreno. Temos olhado preferencialmente mais para ativos que estejam performando. O ideal seria um ativo em que houvesse um galpão de boa qualidade e performando, mas que tenha uma área que ainda possibilite fazer um desenvolvimento no futuro, que dê essa flexibilidade. Aí se consegue ter um landbank e o carrego desse terreno acaba ficando muito mais palatável, por já gerar renda de alguma forma. Há algumas coisas interessantes nesse sentido que estamos olhando. Mas, de uma forma geral, temos a ideia de estar posicionados em submercados relevantes; então, estamos observando outros terrenos [também]. É um pouco mais difícil uma aprovação para investir em landbank do que em performados porque possuímos vários terrenos e a prioridade agora é desenvolver o que já temos. Contudo, não existe nada 100% descartado. Depende da região, do submercado e do retorno. Tudo depende do ativo específico.
 

GRI Industrial & Logística Brazil 2019



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