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Governador apresenta oportunidades do Piauí a chineses

4 MIN READJuly 18, 2019

Oportunidades de investimento nas áreas de saneamento, ferrovias e energias renováveis – sem excluir possibilidades em outros setores – serão as prioridades da agenda do governo do Piauí no diálogo com investidores chineses ao participar do GRI China-Latam Infra Summit & Week 2019, de 5 a 9 de agosto. 

"Quando olhamos a China, vamos falar de grandes investimentos, pois, provavelmente, serão os que chamarão mais a atenção", diz o governador Wellington Dias, que estará presente, acompanhado de secretários e equipe técnica. Ele também defenderá oportunidades no Nordeste brasileiro, visto de maneira integrada. 

Dias integra a sessão de abertura do grande evento do GRI Club Infra, que chega à sua quarta edição, inserido em uma programação que prevê ainda uma série de visitas técnicas, sempre reunindo empresários, autoridades e investidores de asiáticos e latino-americanos com vistas a proporcionar oportunidades de estreitamento de laços e estímulo a negócios. Compõem a sessão, centrada no debate das relações entre China e América Latina, também o ministro Gustavo Canuto (Desenvolvimento Regional), o governador João Doria (São Paulo) e o embaixador Paulo Estivallet de Mesquita (Embaixada do Brasil em Pequim).

Acompanhe a entrevista de Wellington Dias:

 

Como tem sido até aqui a relação do Estado com parceiros e potenciais parceiros chineses?
O Piauí tem uma longa experiência de relações com parceiros nacionais e internacionais. O primeiro passo [para o êxito nesse sentido] é saber que se trata de uma via de mão dupla. É necessário compreender que, assim como o Estado, o parceiro também tem um objetivo a alcançar. Quando a parceria é boa para os dois lados, se torna sólida, satisfatória e dá bons resultados. 

Que principais projetos pretende apresentar a investidores chineses no GRI China-Latam Infra Summit & Week 2019?
O Piauí é um Estado de oportunidades e queremos mostrar isso. É o Estado que mais tem acumulado crescimento real nos últimos anos. De 2002-2003 até 2019, tivemos um crescimento real na economia de aproximadamente 100%. Em termos nominais, saltamos de cerca de R$ 7,4 bilhões para algo como R$ 50 bilhões, e mantemos a perspectiva de evolução. O Estado tem uma situação administrativa sólida e ocupa hoje a quinta posição em eficiência de gestão na comparação com os demais. O Piauí tem nota B [de capacidade de pagamento] na avaliação do Tesouro Nacional e praticamente não possui dúvida com a União. Além disso, a parte da Previdência agora se encaminha [com a expectativa de reforma]. O Piauí tem ficado entre os cinco estados com maior capacidade de investimento do País – em 2017, ocupou o segundo lugar e, em 2018, o quarto – e vamos seguir nessa direção. Entre as oportunidades que oferecemos, estamos trabalhando parcerias público-privadas no sentido amplo – diferentes modalidades, como concessões e built to suit. Temos uma carteira de aproximadamente R$ 7 bilhões, dos quais R$ 2,4 bilhões já em contrato e em execução, e as demais áreas agora em processo de concorrência. Há oportunidades, por exemplo, em saneamento – vamos fazer três blocos –, portos, metrô, aeroportos, rodovias, meio ambiente – com parques que também serão trabalhados com o setor privado –, saúde, energias - eólica, solar, hidrelétrica e biomassa –, gás, petróleo e minérios, agronegócio e ainda comércio – o Piauí como grande pólo atacadista e varejista para a região Meio-Norte do Brasil – e serviços diversos – educação, saúde, comunicação. Já temos empresas da China que investem no Piauí. A CGN faz aqui seu maior aporte no Brasil, na região de Lagoa do Barro, de R$ 2,1 bilhões em energia eólica, além de outras áreas. Certamente, queremos ampliar a relação com a China. 

Essas oportunidades citadas vão ser apresentadas equitativamente na viagem à China ou alguma é considerada prioritária?
Quando olhamos a China, vamos falar de grandes investimentos, pois, provavelmente, serão os que chamarão mais a atenção. É o caso de saneamento – são cerca de R$ 3,5 bilhões [em aportes previstos] –, ferrovias – investimentos que poderão chegar a R$ 15 bilhões – e energias renováveis. De todo modo, estamos abertos a trabalhar [com os chineses em] todas as demais áreas.

Quais são as suas expectativas para o GRI China-Latam Infra Summit & Week 2019?
Além da participação na plenária organizada pelo GRI [GRI China-Latam Infra Summit] e das agendas com o público que estará no evento e com o próprio governo chinês, também teremos encontros com alguns investidores que já demonstraram interesse. Vamos nos reunir, por exemplo, com o grupo CGN, para tratar de um novo investimento na área de energias renováveis, e com a Huawei, com a qual vamos conversar sobre possibilidades na área de tecnologia. Temos em execução uma rede de aproximadamente 5 mil km de fibra ótica e agora queremos conectar os demais municípios por rádio, satélite e trabalhar telessegurança, telemedicina e telessaúde, além de modernizar nosso sistema administrativo. Ademais, vamos dialogar com alguns bancos chineses e fundos sobre possibilidades de securitização da dívida ativa.  O Piauí tem cerca de R$ 7 bilhões de recebíveis e queremos trabalhar de forma moderna com o setor privado – já estamos experimentando e queremos ampliar financiamentos. Por último, destaco que levarei uma mensagem sobre a organização do Consórcio Nordeste [anunciado em março com o intuito de ser um instrumento de administração para melhorar os gastos públicos e a gestão dos estados integrantes]. O objetivo é indicar que o Nordeste brasileiro, que tem uma economia superior a aproximadamente 150 países, oferece uma carteira de oportunidades e pode ser trabalhado de maneira integrada, algo que pode interessar para uma parceria de longo prazo. Assim como o GRI está organizando esse evento agora na China [voltado às relações entre América Latina e China], quem sabe possamos vir a ter um focado em China e Nordeste.

Além do sr., que outros integrantes do governo do Piauí participarão do GRI China-Latam Infra Summit & Week 2019?
Viviane Moura [superintendente de Parcerias e Concessões], Wilson Brandão [secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis], o secretário [de Estado] do Governo [Osmar Ribeiro de Almeida Junior] e duas pessoas da área técnica. Vamos levar uma apresentação em vídeo e materiais já em mandarim para facilitar a transmissão das informações. Sabemos que temos que cuidar com todo o respeito da boa relação que o Brasil tem com a China. 
 

GRI China-Latam Infra Summit & Week 2019

GRI China-Latam Infra Summit & Week 2019

De 5 a 9 de agosto, o GRI Club Infra realiza a quarta edição do GRI China-Latam Infra Summit & Week. O grande evento conecta executivos seniores do setor de infraestrutura que atuam no mercado da China e em países emergentes, contribuindo para fortalecer relacionamentos e impulsionar parcerias.
Saiba tudo sobre a programação.

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