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Florestas nacionais abrem novos caminhos para investimentos sustentáveis

Evento online do GRI Club reúne mais de 100 participantes para tratar da agenda de concessões florestais do BNDES

8 MIN READ May 25, 2022

Atualmente, a carteira de projetos florestais nacionais (Flonas) estruturados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) propõe um novo modelo para o setor florestal e a recuperação de vegetação nativa. Combinando sustentabilidade com geração de novos negócios, o BNDES e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) vêm estruturando os projetos para a concessão de oito florestas nacionais - cinco na Região Norte e três na Região Sul.
 
Nesse contexto, na terça-feira 24 de maio, o GRI Club realizou, em parceria com o BNDES, o eMeeting “Flonas Brasil: Pipeline de concessões florestais”. A proposta foi discutir os projetos que vão dinamizar a operação florestal e gerar investimentos na cadeia de restauração.
 
O debate reuniu mais de 100 participantes e foi moderado por Pedro Bruno Souza (superintendente de governo e relacionamento institucional, BNDES). Houve, ainda, a presença dos convidados especiais Camila Lima (gerente de estruturação de projetos – infraestrutura social, PPPs e concessões, BNDES), Fabio Abrahão (diretor de concessões e privatizações, BNDES), Fernando Pieroni (diretor executivo, Instituto Semeia), Marcos Moraes (especialista em PPPs, Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Paulo Henrique Marostegan e Carneiro (diretor de concessões florestais e monitoramento, Serviço Florestal Brasileiro).

Cenário atual

No escopo de projetos do BNDES, existem dois blocos de florestas a serem concedidas em 2022: o Flonas Sul (bloco 1) e as Florestas da Amazônia (bloco 2). As florestas da Região Sul totalizam 6 mil hectares e estão localizadas nos estados do Paraná e de Santa Catarina: Flona Chapecó (SC), Flona Irati (PR) e Flona Três Barras (SC). Por outro lado, as da Região Norte somam mais de 2 milhões de hectares e se situam no Estado do Amazonas: Flona Balata-Tufari, Flona Iquiri, Flona Jatuarana, Flona Pau-Rosa e Gleba Castanho.[1]
 
Até 2021, o Brasil concedeu 1,5 milhão de hectares de florestas, mas, apenas em 2022, a expectativa é que sejam concedidos, aproximadamente, 5,4 milhões de hectares de ativos florestais. Em nível nacional, os números são expressivos, já que o país dispõe de 61 florestas nacionais e estaduais passíveis de concessão para manejo florestal, totalizando 30 milhões de hectares.

Destaques da discussão

O moderador Pedro Bruno iniciou o encontro ressaltando as iniciativas voltadas para os ativos ambientais. Hoje, elas ocorrem em três frentes: florestas para manejo sustentável, concessão de parques e ações de descarbonização.
 
Fabio Abrahão atentou para a necessidade de desenvolver soluções em escala – tanto sociais como ambientais – para lidar com os problemas do país e, de fato, resolvê-los. Deve-se, portanto, pensar em estruturar modelos escaláveis que promovam a preservação ambiental, que sejam utilitários para a população e que atraiam investidores. Nesse sentido, as florestas nacionais atendem a tais critérios, e as concessões vão ajudar o Brasil a tornar-se uma potência ambiental que concentrará investimentos internacionais.
 
Paulo Carneiro, na mesma linha, destacou a importância do incentivo à criação de uma matriz de desenvolvimento mais sustentável. Além disso, observou que, no caso das concessões, as terras concedidas continuam em poder público, não ocorrendo nenhuma espécie de troca de titularidade. Com isso, evita-se, por exemplo, a grilagem, um dos principais motores do desmatamento.
 
Camila Lima apresentou os pontos principais das concessões florestais, sublinhando que o Brasil tem potencial de aumentar em 20 vezes o número de hectares concedidos para manejo florestal sustentável. Além disso, detalhou as especificidades dos modelos de negócio do Flonas Sul e Norte:
 
Modelo de negócio do Flonas Sul
 
(1) Colheita de espécies exóticas
(2) Restauração e silvicultura de nativas
(3) Investimentos, pesquisa e capacitação[2]
 
Modelo de negócio do Flonas Norte
 
(1) Manejo florestal madeireiro sustentável
(2) Exploração de produtos não madeireiros e serviços
(3) Desenvolvimento local
 
Você pode encontrar mais informações sobre os projetos no hub do BNDES.
 
Fernando Pieroni salientou a segurança oferecida pelos investimentos a longo prazo (os contratos são de 35 anos) e a necessidade de melhorar a relação das concessões com o entorno em que estão inseridas. Na opinião do diretor executivo do Instituto Semeia, o mercado está em expansão, e a ampliação dos ativos contribuirá para sua sofisticação.
 
Por último, Marcos Moraes pontuou os aspectos positivos da abertura de oportunidades de intervenção privada, de modo geral. Segundo ele, a convergência entre o desenvolvimento econômico e a preservação do meio ambiente é não apenas viável como fundamental. O Brasil, nesse aspecto, está um passo à frente na estruturação de modelos de negócios que podem ser replicados para outros países, o que poderia levar à criação de um modelo regional para ativos na América Latina.[3]
 
O evento online foi encerrado com uma série de perguntas dos participantes, endereçadas aos convidados especiais. As dúvidas focaram aspectos legais, ambientais e econômicos, promovendo o diálogo e a interação entre os setores público e privado.
 
Por Lucas Badaracco
 
[1] A etapa de consulta pública para as florestas do bloco 1 encerrou-se em 27 de março, ao passo que a consulta do bloco 2 está prevista para os meses de junho e julho.

[2] Os estudos preliminares para a concessão do manejo sustentável das primeiras Florestas Nacionais do Sul do Brasil apontam para um montante de R$ 500 milhões a serem investidos em operações florestais e investimentos na cadeia de restauração.

[3] Com vistas ao estímulo de ações regionais, o BNDES lançou uma plataforma unificada de projetos de infraestrutura voltada para a América Latina em 11 de maio de 2022.
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