Your application for a Courtesy Membership is under review

We have just received your information and we will get back to you shortly. Check out the steps below:

Information sent


2

Application in analysis


3

Feedback email


4

Complimentary access activated

* Required fields
I confirm that I have read and agree to the Terms and Conditions of GRI Club

Quais os interesses da Vinci Concessions na América Latina?

Veja a entrevista com Bernardo Serafim, líder de Desenvolvimento do grupo para a região.
3 MIN READ May 22, 2017
INFRASTRUCTURE
Quinta-feira, 08 de dezembro
INFRASTRUCTURE

A francesa Vinci Concessions, um dos mais importantes players globais do mercado de concessões públicas, finalmente pisou em território brasileiro, com a vitória no leilão do Aeroporto de Salvador em março. Nos últimos anos, o grupo vem expandindo fortemente sua presença na América Latina com importantes negócios, como a aquisição da LAMSAC, que opera a Línea Amarilla, no Peru, e o contrato para explorar o Aeroporto Internacional de Santiago (Chile).

A base da Vinci na região fica hoje em Bogotá, onde trabalha Bernardo Serafim, líder de Desenvolvimento para a América Latina e managing director para a Colômbia. Ele está na companhia desde dezembro de 2015 e acumula ampla experiência, além de desenvolvimento de negócios, também em projetos de construção de infraestrutura de transportes, gestão de concessões e unidades corporativas nas áreas de infraestrutura, energia e óleo & gás, contemplando países bastante diversos – Espanha, Tanzânia, Geórgia, Turquia e Moçambique, apenas para citar alguns. Nesta entrevista à GRI Magazine, Bernardo desvenda os interesses da Vinci no Brasil e na América Latina:

 

Como a Vinci Concessions está organizada na região?
Temos atualmente projetos na Colômbia, no Peru e no Chile por meio da Vinci Highways. Estamos na República Dominicana e, mais recentemente, no Brasil, através da Vinci Airports. Há uma base de desenvolvimento de negócios em Bogotá com uma equipe multidisciplinar que trabalha em estreita colaboração com a sede em Paris e com times exclusivos que lidam com a gestão e a operação de cada um dos ativos. Na América Latina, nós implementamos as mesmas estratégias de desenvolvimento de mercado que temos utilizado com sucesso em 17 outros países: um processo altamente seletivo na forma como nos associamos com parceiros locais, uma excelente compreensão da dinâmica do país e do processo de tomada de decisão, e uma abordagem que estabelece o nosso pessoal diretamente no lugar, a longo prazo, em estreito contato com seu tecido econômico.

O que fez vocês se voltarem à América Latina?
Nosso dinamismo na região mostra a solidez do modelo de negócio integrado de construção-concessão do Grupo Vinci. Somos parceiros de longa data da América Latina nas áreas de energia e construção. Nossas relações estão agora se intensificando no campo das concessões públicas: em 2016, a Vinci Concessions reforçou sua posição na região com três grandes projetos: a aquisição da concessão rodoviária LAMSAC no Peru, a exploração e extensão da rodovia Bogotá-Girardot na Colômbia e, neste primeiro trimestre de 2017, a concessão do aeroporto de Salvador no Brasil. A América Latina é inequivocamente uma parte do globo com enorme atratividade como resultado de suas [historicamente] altas taxas de crescimento, indicadores demográficos e econômicos e uma enorme escassez de infraestrutura. Uma fatia relevante da região ainda se caracteriza pela falta de know-how, expertise e capacidade para realizar o gerenciamento do ciclo de vida dos ativos de infraestrutura, desde a estruturação até a exploração e o manejo na fase madura.

Quais são os objetivos do grupo para a região?
As concessões públicas são um setor dinâmico tanto em países desenvolvidos, onde a pressão orçamentária é elevada, como em emergentes, que têm enormes necessidades de infraestrutura pública e, especialmente, de equipamentos de mobilidade. Num futuro próximo, devemos continuar a nos concentrar na abertura de novas portas dentro de áreas geográficas expressivas ou em ativos de elevado potencial. Nossa estratégia vai continuar a se basear em sinergias com o ramo de contratações do grupo, sobretudo nas áreas mais dinâmicas dos setores aeroportuários e rodoviários.

Até o momento, a maior fatia do portfólio do grupo na América Latina está concentrada em aeroportos. Podemos concluir que esse vai ser seu foco principal na região?
A Vinci Airports e a Vinci Highways têm sido bastante ativas na América Latina, com alguns negócios importantes nos últimos anos. A Highways está atualmente avaliando projetos no mercado primário (greenfield) e no secundário (yellow field ou brownfield) nos países priorizados. Quanto aos aeroportos, naturalmente vamos continuar a estudar oportunidades de concessão individualmente, à medida que mais e mais países da região considerem esse modelo como solução para desenvolver seus terminais.

Como você vê a dinâmica da infraestrutura na região hoje? O que destacaria como pontos de atenção?
Possuímos ativos aeroportuários no Chile, na República Dominicana e no Brasil, e ativos rodoviários no Peru e na Colômbia. Parece haver escassez de projetos greenfield devido à situação econômica na América Latina – marcada pela recente redução das taxas de crescimento do PIB em relação a períodos anteriores – e o consequente encolhimento do investimento. Paralelamente, os efeitos colaterais de problemas com algumas empresas de construção civil e a forma como se propagaram pela América Latina afetaram severamente os planos de investimentos na grande maioria dos mercados, alterando o portfólio de projetos. No entanto, esperamos que esse impacto seja atenuado pela introdução de estímulos dos governos centrais e maior transparência na estruturação e no lançamento de novos projetos.

Devemos ver um aumento da participação dos ativos latino-americanos na carteira global da Vinci?
A América Latina é uma parte importante da estratégia de diversificação setorial e geográfica das receitas do grupo, apostando em países com potencial de crescimento, estabilidade a longo prazo e um quadro legal que transmita segurança aos investidores. Estou certo de que a Vinci vai ocupar um lugar de relevo na região nos próximos anos.

Falando especificamente do Brasil, qual é a expectativa de Vinci para o Aeroporto de Salvador? A experiência está sendo encarada como uma 'degustação' do que é operar no Brasil?
Como não fiz parte da equipe que trabalhou nessa licitação, não posso entrar em detalhes específicos. Entretanto, adianto que, em todas as oportunidades que consideramos, nossa decisão de dar um lance ou não e, em caso positivo, do valor a ser ofertado se baseia numa análise minuciosa para determinar as condições gerais de equilíbrio da concessão. Isso significa que não teríamos dado lance pelo Aeroporto de Salvador se não acreditássemos no seu potencial de desenvolvimento.

 
Related News